Off-topic, mas nem tanto... A Folha de S. Paulo publicou hoje uma ótima matéria sobre o "triunfo" do axé na música brasileira. Só o primeiro parágrafo do texto escrito por Marco Aurélio Canônico já merece a leitura:
Críticos anticarnaval, moralistas de plantão, guardiões da "qualidade" da música brasileira, horrorizai-vos: a axé music veio, mandou tirar os pés do chão e jogar as mãozinhas para o alto e venceu.
Texto do Diário do Nordeste destaca o aniversário de 11 anos da casa Kukukaya, referência para o forró pé-de-serra em Fortaleza. É importante perceber a fala (do repórter) de contrapor a "música tradicional nordestina" ao "forró eletrificado" e a do proprietário que ressalta o sucesso de ter explorado um "nicho" para quem gosta de "música nordestina de qualidade".
No início do ano, o jornal O Povo publicou uma matéria sobre as versões em forró de músicas de sucesso, como Umbrella (da Rihanna) e Boa Sorte (Vanessa da Matta). O título era "Música para dar risadas". À parte algumas versões ficarem realmente engraçadas, são cada vez mais comuns na programação das rádios de Fortaleza essas "releituras", algumas em versões bem profissionais. A mesma música de Rihanna, aliás, já ganhou até versão em português pelos Aviões do Forró (outra prática comum no forró eletrônico, diga-se; quem não lembra da versão para I will survive feita nos anos 90, cujos versos mudaram de "At first I was afraid, I was petrified" para "Você sempre vem, como sempre vai"?).
Um estudo fundamental para compreensão das cenas musicais periféricas no Brasil é a pesquisa "O Tecnobrega de Belém do Pará e os modelos de negócios abertos", desenvolvida pela equipe do projeto Open Business Models - Latin America (Ronaldo Lemos, Oona Castro, Hermano Vianna, entre outros). O relatório completo está disponível para download em formato pdf (aqui).
Em 08 de março, fizemos nossa primeira "visita" ao centro de Fortaleza. As fotos estão disponíveis aqui.
Blog da pesquisa "Forró Pop e a nova indústria cultural no Ceará", desenvolvida na Universidade de Fortaleza (Unifor) e coordenada pelos professores Ricardo Sabóia e Simone Oliveira Lima